segunda-feira, 23 de maio de 2011
Senador Lobão Filho continua na UTI
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Como Ana Arraes ganhou a vaga de ministra do TCU
Há 15 dias, o governador Eduardo Campos (PSB) pegou um jatinho no Recife ao lado do ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União, e embarcaram para São Paulo. Lá, tiveram uma conversa de três horas com o ex-presidente Lula. Foi neste encontro, segundo este blogueiro apurou hoje em Brasília, que o destino da deputada Ana Arraes foi selado. Ela será ministra do TCU. Aliás, a primeira mulher daquela corte.
sábado, 31 de julho de 2010
Marconi, um politico vocacionado
Diante dos cada vez mais complexos desafios impostos pelo desenvolvimento humano e tecnológico, a administração pública assume contornos técnicos altamente dissociados do caráter meramente político, exigindo que as decisões sejam pautadas mais pela competência e planejamento adequado, e menos pelo efeito midiático que um programa ou obras possam render. São tamanhas as necessidades, que contrasta com o discurso eleitoreiro de se construírem pontes ou se abrirem avenidas em nome do progresso, sem que se inclua a premente necessidade da comunidade.
Virou expressão comum dizer que Goiás mudou nos anos Marconi. Há consenso sobre isso, até porque há percepção de mudança em todos os segmentos da atividade pública e até mesmo dentro do sentimento comum a que se convencionou chamar goianidade. Mas mudança é muito pouco para explicar o que aconteceu em nosso Estado nos anos governados por Marconi Perillo.
O que aconteceu em Goiás nesses anos de Marconi Perillo não foi apenas mudança. Foi transformação. A transformação é a mudança para melhor. Com Marconi, Goiás voltou a cultivar o melhor de suas tradições, mas recuperou, também, o sentido e o caminho do seu futuro. O Choque de Gestão, que virou modelo para o mundo, tirou Goiás de uma situação deficitária para colocá-lo nos trilhos de um Estado que em 7 anos e meio melhorou gigantescamente em Saúde, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura, Ciência e Tecnologia, Cultura, Saneamento Básico, Energia etc.
Além de recuperar o Estado, o governo de Marconi criou um ambiente para que a iniciativa privada viesse a ser parceira do seu “Tempo Novo”. O resultado são investimentos bilhões de Reais na construção de um novo perfil para economia do Estado.
Finalmente, além da obra de governo, Marconi criou um outro estado de espírito em Goiás. Com Marconi, Goiás voltou a ter lugar nas decisões nacionais e todos nós voltamos a ter orgulho de ser goianos. A recuperação da autoestima fez e faz Goiás acreditar em si mesmo e compreender a sua responsabilidade perante o Brasil. Quando assumiu o governo, Marconi era, ao mesmo tempo, uma extraordinária promessa e uma grande interrogação. Já tinha se revelado como excelente – magnífico, diga-se de passagem – articulador político e a grande pergunta era: será que ele dará conta de ser, também, um grande gestor? Buscando os melhores quadros para governar, ele revelou-se um competente governante e produziu os resultados que fizeram de Goiás um Estado em permanente transformação.
Na política é fácil constatar a diferença entre um político por vocação e outro por profissão. A vocação política é uma paixão por um jardim, já que "política" vem de polis, que quer dizer cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. Político é aquele que cuida desse espaço. A vocação política, assim, está a serviço da felicidade dos cidadãos, os moradores da cidade.
Dessa forma, um político por vocação , como é o caso de Marconi, é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que poderia plantar para si mesmo. O político é, antes de tudo, um jardineiro. O jardineiro por vocação dá sua vida pelo jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir o jardim privado, ainda que para isso aumentem, ao seu redor, o deserto e o sofrimento.
Com este texto, quero convidar para reflexão cada um dos que pretendem disputar um cargo nas próximas eleições: Será que a sua vocação, antes da política, não é para ser médico, empresário, professor, dona de casa, religioso, etc? Será que, tendo vocação para política, a melhor área de atuação não seria no legislativo, por exemplo? "Consulte-se!"
Mais sobre vocação: Existem médicos por vocação e profissionais da medicina. Os primeiros exercem as atividades com amor e prazer, sem necessidade de juramentos se dedicam a salvar vidas. Outros, mesmo sob juramento, geralmente, só atendem mediante prévio pagamento.O que desejamos ressaltar é a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação. Isto não quer dizer que não se deva ter remuneração. O ganho, limpo, deve ser conseqüência natural de uma atividade prazerosa, até na política.
Que nós outros, eleitores, sejamos inspirados e tenhamos sensibilidade na escolha dos nossos representantes. Que os próximos Governadores, Senadores e Deputados, saiam dentre os "vocacionados", "missionários", "jardineiros".
Eduardo Machado é empresário, Presidente do PHS em Goiás e membro do Conselho Curador da Fundação Solidarista/FUNSOL
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
A POSSE DOS SUPLENTES DE VEREADOR
Apesar de não gostar de ver o judiciário tomando o lugar do legislativo, fiquei feliz com a sábia decisão do STF em suspender a posse dos mais de 8.000 suplentes de vereador em todo o Brasil.
A Câmara dos Deputados aprovou em segunda e última discussão, a PEC dos Vereadores (Proposta de Emenda Constitucional) que eleva o número de cadeiras nas Câmaras Municipais de 51.748 para até 59.791 em todo o país, ou seja: mais 8.043 vagas. A votação teve o placar elástico de 480 votos a favor, 29 contrários e duas abstenções, mais do que havia conseguido em primeira discussão no início do mês de setembro, quando os votos favoráveis somaram 370, os contrários 32 e as abstenções os mesmos dois votos desta semana. O resultado é uma nítida demonstração clara de que a maioria dos políticos que estão naquela casa legislativa não se importa com nada que não seja o seu próprio umbigo e o daqueles os cercam.
Em que pese à tese dos ferrenhos defensores dessa medida absurda, de que junto com o aumento no número de vagas foi aprovada também a redução do percentual de recursos que são repassados para a manutenção das Câmaras e que houve a correção de uma distorção imposta pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2004, não se justifica elevar o número de vagas nos Legislativos municipais. A intenção desses representantes deles próprios é apenas a de conseguir mais apoio, por meio de cabos eleitorais nos mais variados municípios, para as eleições de deputado que se avizinham e fazem isto, lamentavelmente, utilizando-se do bendito dinheiro público que paga os salários deles e que poderia financiar a melhoria dos equipamentos municipais de apoio e atenção aos cidadãos.
Quem precisa de mais vereadores, se faltam postos de saúde, policiamento para garantir a segurança pública e principalmente escolas para ensinar e formar as crianças de todas as cidades? Na maioria dos pequenos municípios brasileiros as verbas para a manutenção dos hospitais e para a implantação de novos postos de saúde nos bairros mais distantes são escassas, a falta de policiamento mais efetivo tem levado a população a assistir crimes assustadores e não há escolas suficientes. Em que os suplentes de vereador, beneficiados com a medida aprovada pela Câmara, poderão ajudar a minimizar o sofrimento da população com essa carência financeira?
A resposta é muito óbvia e simples: em nada esses novos vereadores poderão ajudar, porque a organização política do Brasil dá todos os poderes para os Executivos e quase nada para os Legislativos. Então, as Prefeituras, os governos estaduais e a Presidência da República têm todas as condições para fazer e desfazer, mas as Câmaras Municipais, as Assembléias Legislativas e o Congresso Nacional pouco podem. É claro que são poderes imprescindíveis porque criam e aprovam leis e fiscalizam os governos ou pelo menos deveriam fazer isto, mas o número de representantes que foi definido em 2004 pelo TSE já é mais do que suficiente para esses papéis. Não há nenhuma necessidade urgente de aumento no número de cadeiras e também de gastos financeiros.
Não bastasse essa desnecessidade, a aprovação da PEC dos Vereadores é um ato totalmente inconstitucional. Os deputados não se preocuparam sequer em seguir a lei. Aprovaram um texto que tem efeitos retroativos a 2008, ou seja, obriga a Justiça a recalcular o quociente eleitoral, o que muda a situação dos atuais vereadores também. Como no ano de 2008 a corrida eleitoral foi para o número de cadeiras vigente, aumentar o número de vagas agora altera a quantidade necessária de votos para cada vereador se eleger. Assim, um determinado partido pode obter mais cadeiras do que havia conseguido com a situação do ano passado, com isso, tirar a oportunidade de quem a conquistou pelo voto. Os deputados se tornaram os eleitores desses vereadores sem voto. Isso é justo ?
Além da inconstitucionalidade, há uma aberração jurídica porque a legislação eleitoral estabelece que o número de candidatos deva ser fixado em convenção partidária, a qual ocorre entre 10 e 30 de junho do ano anterior à eleição. Portanto, essa terrível medida desmantela toda a ordem jurídico-eleitoral em vigor. Mais que isso: gera mais despesas para os cofres públicos porque esses novos vereadores não têm lugar físico para ficar na maioria das Câmaras e terão de ser construídos novos gabinetes e contratados novos assessores para eles. Sem falar que todos terão de receber salários e benefícios do cargo. A redução nos repasses para as Câmaras não significa economia de recursos justamente por causa dessas veementes despesas adicionais....isso fica evidenciado no voto da relatora do processo no STF “Tudo isto para garantir o respeito à Constituição Brasileira e, em especial, para se assegurar o respeito ao cidadão eleitor, à sua decisão e ao seu direito de saber das regras do jogo democrático antes do seu início e da certeza do seu resultado, sem o que não me parece que haja garantia da Constituição e sem respeito à Constituição não há democracia”, votou a Ministra Carmen Lúcia.
É muito importante que o cidadão tenha em mente toda essa farra que os deputados promoveram com o dinheiro público, o seu dinheiro de impostos e taxas, porque é ele, eleitor, que pode dar um basta a esse tipo de ação.

