domingo, 24 de fevereiro de 2008

Entrevista com o marketeiro Rubens Figueiredo


Alem de muito comentado, o marketing político é muitas vezes "endeusado" pela mídia, como se possuísse um poder maior do que efetivamente tem pare alterar resultados. Na opinião de Rubens Figueiredo, essa tal "força" do marketing, "não é bem assim", tanto e que pode-se contar nos dedos as vezes em que houve uma grande "virada" nos resultados de uma votação que pudesse ser atribuída a uma "sacada" genial de algum profissional de marketing.
Rubens esclarece uma confusão reducionista feita pela maior parte das pessoas: marketing político não é apenas propaganda. Ele é sim, um trabalho muito mais complexo e amplo, do qual a propaganda é a ultima fase. Da até uma definição: "um conjunto de procedimentos e técnicas cujo objetivo é avaliar, através de pesquisas qualitativas e quantitativas, os humores do eleitorado pare, a partir daí, encontrar o melhor caminho pare que o candidato atinja a melhor votação possivel."
Nesse processo de elaboração de estrategias, lembra a importância da análise e da sintonia com as pesquisas, fundamentais pare um bom planejamento. Mônica Machado também fala da importância central das sondagens de opinião pare o marketing político no seu texto, visto que o objetivo da atividade e adequar discursos e ações dos candidatos aos anseios da população. Ela traz aqui um pouco do que fez esse tipo de marketing que tem como "produto", o discurso/plataforma dos candidatos. Passando assim, pelas diversas fases do trabalho dos "marketeiros".
Segundo ela, esta atividade vem mudando a linguagem e o perfil da política, contribuindo pare que a dispute seja mais e mais uma disputa comercial, e assim, "a política despolitiza". E nesse novo cenário que ela aponta um lugar destacado para os Institutos de Pesquisa de Opinião no desvendamento do comportamento eleitoral dando racionalidade a disputa, previsibilidade e antecipação de resultados.
Adquira aqui o livro Comportamento Eleitoral e Marketing Político do Prof. Rubens Figueiredo


"Comunicação não é o que você diz. É o que os outros entendem"


Duda Mendonça

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008


Frase de John F. Kennedy:"Sempre se ouvirão vozes em discordância, expressando oposição sem alternativa, descobrindo o errado e nunca o certo, encontrando escuridão por toda a parte e procurando exercer influência sem aceitar responsabilidade"

O voto da juventude


A cientista política Maria Vitória Benevides deduziu, quando analisou as últimas eleições municipais, que a faixa do jovem eleitor desconfia dos políticos bem mais do que confia. Durante os longos anos nos quais a democracia foi sufocada pelo autoritarismo no País havia a esperança de que, em seu renascimento, ela traria para o palco atores políticos que voltariam a motivar os jovens e torná-los parte importante das decisões. Se o eleitorado jovem ou, pelo menos, boa parte dele, está enxergando o processo por uma ótica alienada, a esperança ainda não se realizou. Como será a participação dos jovens nas eleições deste ano?deduziu, quando analisou as últimas eleições municipais, que a faixa do jovem eleitor desconfia dos políticos bem mais do que confia. Durante os longos anos nos quais a democracia foi sufocada pelo autoritarismo no País havia a esperança de que, em seu renascimento, ela traria para o palco atores políticos que voltariam a motivar os jovens e torná-los parte importante das decisões. Se o eleitorado jovem ou, pelo menos, boa parte dele, está enxergando o processo por uma ótica alienada, a esperança ainda não se realizou. Como será a participação dos jovens nas eleições deste ano?

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Política, vocação ou profissão?

Centenas de milhares de candidatos disputarão os cargos de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador nas próximas eleições municipais. Teriam todos, realmente, vocação para a política? Entendamos o que é ter vocação. O termo vocação vem do latim, vocare, que quer dizer "chamado". Assim, a vocação é um chamado íntimo de amor. Amor e prazer por um fazer que dá alegria e satisfação. Profissionalmente, quem atende ao chamado íntimo certamente desempenhará suas atividades vocacionais com bom ânimo e disposição, não apenas pela sua remuneração, mas pelo prazer de fazer o que gosta. Ouvir esse chamamento seria o ideal para qualquer ser humano que desejasse ser útil à sociedade na qual vive. A excelência do seu trabalho por certo lhe traria, como conseqüência, uma recompensa financeira satisfatória, no entanto a realidade é bem diferente. Os filhos crescem ouvindo dizer que "alegria não enche barriga", "vocação nem sempre dá status", então o jovem precisa optar, pela "barriga cheia", nem que isso lhe custe a alegria de viver e a utilidade. Aí escolhe uma profissão que lhe traga vantagens financeiras e status em vez de ouvir o chamamento íntimo da sua vocação. Na vocação, a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão, o prazer se encontra não na ação, mas no ganho que dela deriva. O profissional, somente profissional, executa seu "fazer", não por amor a ele, mas por amor a algo fora dele: o salário, o ganho, o lucro, a vantagem. Já o homem movido pela vocação é um apaixonado pelo seu "fazer", e faz até de graça, apenas por satisfação. Na política é fácil constatar a diferença entre um político por vocação e outro por profissão. A vocação política é uma paixão por um jardim, já que "política" vem de polis, que quer dizer cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. Político é aquele que cuida desse espaço. A vocação política, assim, está a serviço da felicidade dos cidadãos, os moradores da cidade. Dessa forma, um político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que poderia plantar para si mesmo. O político é, antes de tudo, um jardineiro. O jardineiro por vocação dá sua vida pelo jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir o jardim privado, ainda que para isso aumentem, ao seu redor, o deserto e o sofrimento. Com este texto, quero convidar para reflexão cada um dos que pretendem disputar um cargo nas próximas eleições: Será que a sua vocação, antes da política, não é para ser médico, empresário, professor, dona de casa, religioso, etc? Será que, tendo vocação para política, a melhor área de atuação não seria no legislativo, por exemplo? "Consulte-se!" Mais sobre vocação: Existem médicos por vocação e profissionais da medicina. Os primeiros exercem as atividades com amor e prazer, sem necessidade de juramentos se dedicam a salvar vidas. Outros, mesmo sob juramento ,geralmente, só atendem mediante prévio pagamento. O que desejamos ressaltar é a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação. Isto não quer dizer que não se deva ter remuneração. O ganho, limpo, deve ser conseqüência natural de uma atividade prazerosa, até na política. Que nós outros, eleitores, sejamos inspirados e tenhamos sensibilidade na escolha dos nossos representantes. Que os próximos Prefeitos, Vice e Vereadores, saiam dentre os "vocacionados", "missionários", "jardineiros".

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Livro ELEIÇÕES MUNICIPAIS recebe prêmio de melhor livro


A Academia Brasiliense de escritores conferiu o prêmio QUALITY 2008 ao livro ELEIÇÕES MUNICIPAIS, SEJA ELEITO !
Com esse prêmio, sobe para 18 a galeria de prêmios que o livro já recebeu desde o lançamento de sua primeira edição em março de 2003.